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Depois de validação editorial serão publicados e, caso se justifique, destacados na Homepage do SAPO.
Quarta-feira, 9 de Agosto de 2006

A política do abandono da terra

Percorrendo este páis, de Norte a Sul, a paisagem é desoladora. A terra
abandonada ao seu destino: canaviais abundantes, no passado usados para
protecção, alastram hoje terra adentro, nas beiras das estradas, escondem
sinais de transito, de povoações, são comandantes em terra de ninguém.
Pinheiros bravos e eucaliptos, sem limpeza, terras antes cultivadas,tratadas e
derregadas para encaminhamento das águas, agora abandonadas onde cresce uma
vegetação endógena, ressequida pelo calor, autêntico rastilho de pólvora
no Verão e em excelentes condições para as enxurradas de Inverno. Quanto
custa a este país o abandono da terra por falta de condições dos
agricultores, pelas reformas da Pac, pelos mecanismos de falta de limpeza das
valas(multas se não autorizado pelo respectivo Ministério), desvios dos rios,
sem ter em consideração os cubos em madeiras feitos no tempo dos frades para
proteger a terra. Antigos sapais, hoje secos com uma fauma morta cujos
esqueletos ainda são visíveis numa lama seca, pardacenta e rendilhada. A
terra chora, os homens olham alucinados para o fogo que alastra e destroi tudo
à sua volta. As Reservas Ecológicas e agrícolas, pretensamente classificadas
por quem não conhece, não sabe, não vê. Como reserva agrícola, se não se
pratica agicultura? Como Reserva Ecológica se não é tratada como tal? O que
é afinal uma Reserva? Porque não se utilizam animais para limpeza das matas,
com cercas, com controle, emprego, e tirar proveito do leite (por ex. cabras)?
Não, é melhor o fogo que arrasa sem dó nem piedade, toda a fauma e flora aí
residente.E fica a Reserva!... A terra chora,veste-se de luto, o homem grita ao
ver os seus haveres ameaçados pelas chamas, mas a terra continua abandonada ou
porque é reserva, ou porque não há condições para escoar os produtos
agrícolas, ou porque já não existem máquinas (ceifeiras, debulhadoras,
etc), porque não se pode concorrer com os preços da Europa comunitaria,
porque o país tem que ser apenas consumidor. Não falando no uso e abuso de
produtos químicos, nas descargas das suiniculturas e outras, para os nossos
rios, nas estações de tratamento que não funcionam, que, conjuntamente com
as cinzas vão envenenando os nossos aquíferos. O ambiente torna-se agressivo,
as doenças proliferam e o cidadão indefeso paga impostos, adoece, não tem
trabalho, não produz, não tem saúde! Sector primário morre, floresce o
terciário. O país é avançado, ?predominam os serviços! Que qudro tão
triste e desolador, que falta de respeito pela terra, terra mãe, que alimenta,
que cria, que dá à luz. Terra é terra, não se fabrica. Então só vale para
uma construção duvidosa, incaracterística, desordenada, onde o lucro fácil
é a palavra de ordem. Que tempos, que valores, que sobreviventes? "Mudam-se os
tempos, mudam-se as vontades".
Serenamente, vamos assistindo aos meios sofisticados de combate a fogos, e a
prevenção que passa pelo cultivo da terra, se houver vontade política, pela
limpeza das matas, em muitos casos por animais domésticos, na sua utilização
para o sector energético, tudo tão simples e tão complicado!!! Valha-nos
Deus!
publicado por Equipa SAPO às 19:45

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1 comentário:
De Leonel Lopes a 12 de Agosto de 2006 às 04:31
Depois de ler os varios comentarios sobre os incendios que alastram o nosso pais, nao poderia deixar despercebido este comentario tao inteligente e tao oportuno. Mas que poesia tao realista e retratista da vida social portuguesa. Sou amante da verdade e se ha uma coisa que me indigna em Portugal e o sentir inexistente de responsabilidade e saber dizer nao a "falcatrua". Que maneira de expressar a realidade portuguesa.
Bem haja e continue a escrever. Se publicar avise.
Obrigado
Leonel Lopes

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